18 de dez. de 2014

[Cap6] Já não quero fingir





- Vamos lá, Teresa!

- Hum?- Lisbon piscou para a luz solar entrando pelas cortinas meio abertas de seu quarto.
- Vamos, não seja preguiçosa, Lisbon! – Jane sorriu quando Lisbon o olhou em confusão pelo sono e pegou o cobertor para esconder o rosto. – Oh, muito maduro.

- O que você estava fazendo aqui? – sussurrou

 -Cuidando de você, lembra? – Ele lutou um pouco para tirar o cobertor do rosto da morena – Você dormiu a manhã toda, hora do almoço.
 
Desconfiada, Teresa deixou o cobertor ir só para se encontrar com uma bandeja contendo o seu almoço.

- O que você fez?- se acomodou na cama para que a bandeja ficasse em seu colo.

- Um purê batatas, salada, um bife de frango grelhado... – deu de ombros – E comprei laranjas frescas para um suco.

- Cadê a sua? – parou com o garfo a caminho da boca.

- Eu comerei depois. – sorriu.

- Nada disso, Jane! – depositou o garfo no prato e cruzou os braços. – Quero que você venha e coma aqui comigo.

Jane lhe deu um sorriso preguiçoso antes de responder. 

-Tudo bem, mandona.

Desceu as escadas sorrindo, esses dois dias na casa de Lisbon, após deixaram o hospital, foram relaxantes. Mesmo quando Teresa reclamava que ele estava pairando em cima dela o tempo todo e que se ficasse mais um minuto perguntando se ela estava bem ele iria acabar com uma bala em uma parte do corpo que não iria ser do seu agrado.  Chegando ao quarto de Teresa depois de ter servido seu próprio almoço, viu que a morena não tinha tocado em sua comida, estava esperando por ele.

-Vai ficar parado aí o dia todo? – apontou para o outro lado da cama – Venha, estou com fome!

-Como eu disse... – se sentou do lado dela, deixando seu copo na bandeja de Lisbon – Você é muito mandona.

Lisbon revirou os olhos, e se deleitou com almoço que Jane tinha preparado, eles almoçaram em silêncio apenas apreciando a companhia um do outro.

- Ganhei!- gritou levantando as mãos e mostrando a língua para o Jane.

- Isso foi porque eu deixei você ganhar, Teresa. – revirou os olhos.

-Não me venha com isso agora, Patrick Jane. – lhe deu um tapa na mão – Eu ganhei porque sou incrivelmente boa nesse jogo.

- É ludo, minha querida! É um jogo estupido. – ele estava sorrindo para o sorriso que Lisbon lhe lançava.

- Não importa! Eu ganhei! Você perdeu! – riu – Conviva com isso... Eu sou melhor do que você!

- Que você é melhor do que eu, já sabia. – piscou para ela. – Mas eu sou mais inteligente.

- Hey- lhe deu um tapa no braço.

- Ouch! Vou sair dessa casa com marcas roxas... - segurou o braço como se estivesse sentindo as piores das dores.

- Não seja um bebê. – revirou os olhos.

- Eu acho que você deve dar um beijo para a dor passar mais rápido. – fez beicinho enquanto Lisbon o olhava incrédula.

-Nos seus sonhos!

- Você me deixará com a maior dor do mundo? – colocou a mão no peito – E ainda te chamam de “Santa Teresa”.

- Jane, eu nem te bati tão forte assim. – retrucou – Pare de drama!

- Só se você me der um beijo – colocou um dedo sobre sua bochecha. – Aqui.

- Eu te bati no braço, não na bochecha...

- Certo, mas o beijo terá efeito reflexo, tal como uma injeção que tomamos par dor de garganta e...

- Ok- suspirou.

Jane a olhou sem acreditar, Teresa Lisbon estaria falando sério?

-Sério?

-Claro. – mordeu o lábio inferior nervosamente, ela não sabia onde estava com a cabeça, mas Jane estava sendo tão bom pra ela e, bem, um beijo inocente na bochecha não tiraria pedaço. – Por que não?

Com o coração a mil, um pouco rosada, suspirando fortemente Teresa se inclinou em direção ao Jane que virou rosto para que a morena pudesse beijar sua bochecha, ele prendeu a respiração ao sentir o ar quente da respiração de Lisbon próximo ao seu rosto. Tinha medo que ela pudesse ouvir os batimentos acelerados de seu coração.  Lisbon se aproximou mais e fechou os olhos.  Porém, antes mesmos que seus lábios tocassem a bochecha do loiro, este virou a cabeça em um movimento rápido que fez seus lábios se encontrarem com as da morena em um selinho rápido que fez Lisbon abrir os olhos imediatamente.
Um par de olhos brilhantes e um sorriso doce estavam virados pra ela e antes mesmo que pudesse proferir algo, Jane levantou uma mão tocando em seu queixo levemente, desviando os olhos até seus lábios. Chegou o rosto mais perto, suas respirações se mesclando, Jane acariciou o pequeno nariz da agente com o seu antes de capturar os lábios macios com os seus em um beijo doce e terno, fazendo Lisbon retribuir da mesma maneira. O beijo só foi quebrado quando o ar se fez falta, se entre olharam e sorriram um para o outro.

- O que foi isso? – Lisbon sussurrou ainda olhando para o Jane.

- Um beijo – sussurrou de volta.

- Eu sei – revirou os olhos – Mas de onde veio isso?

- Do mesmo lugar que esse. – balbuciou antes de beijar Teresa mais uma vez.

Lisbon entre abriu os lábios dando passagem para língua de Jane encontrar a sua, antes de aprofundar o beijo, arrastando os dedos pela nuca do loiro o fazendo gemer em resposta, Jane foi a deitando na cama sem se importar com as peça do jogo embaixo deles. O consultor conduziu seus lábios pela mandíbula de Lisbon até o pescoço onde achou um ponto sensível perto da orelha que a fez gemer e chamar por ele. Patrick sorriu em sua pele e deu um pequeno beijo ali mais um vez, levantou a cabeça olhando para uma Teresa em rubor mordendo o lábio inferior.

- Eu gosto de onde eles estão vindo. – suspiro e lhe deu um selinho.

- Bem, nesse lugar tem mais. – lhe beijando profundamente.

Ficaram assim por alguns segundos, minutos, horas... Quem estava contando?  Teresa mordeu o lábio inferior de Jane antes dele sair de cima dela, foi aí que ele se deu conta que não poderia ter ficado tanto tempo assim com ela.

- Oh!- ele olhou pra ela desesperado – Eu te machuquei? Você está bem?

Teresa sorriu, e se aconchegou no peito dele suspirando.

 – Melhor impossível!

Jane não pode se ajudar a puxou para mais perto e depositou um beijo em seu cabelo.

- Sabe, Lisbon. – pegou a mão dela acariciando levemente seu pulso. – Naquele dia em que você quase morreu, eu fiz juramento.

- Como assim? – franziu a testa em confusão – Que juramento?

- Eu prometi a mim mesmo que não vou mais fingir. Você é a melhor coisa que me aconteceu nesses anos todos, sua felicidade está no topo de tudo. – sentiu Teresa mover a cabeça em sua direção e a olhou nos olhos. – Quero ver o seu sorriso todos os dias.

- Você tem certeza? Red John... ele...

-Shii, eu vou ter a minha vingança ainda, Teresa. – a sentiu estremecer e a apertou mais o poder sob ela. – Não do modo que eu estava pensando, mas ainda não sei muito como fazer isso, talvez você possa me ajudar com isso.

- Você pode contar comigo sempre, Jane. – o beijou ternamente.

- Sou uma pessoa quebrada, Teresa. – suspirou tristemente a olhando nos olhos– Não sei agir como uma pessoa normal, eu manipulo, engano as pessoas, às vezes até mesmo acabo acreditando nas minhas próprias mentiras. Como tentar me convencer  que você era apenas uma amiga pra mim, quando na verdade... a verdade é que eu te amo.

Lágrimas inundavam o rosto de Lisbon, ela acariciou o rosto de Jane limpando as lágrimas dele.

- Eu.. – fungou – Eu te amo, Patrick.

-Bem, isso é sorte – sorriu.

-Diga isso de novo.

- Dizer o que?

Ela revirou os olhos, com um pequeno sorriso enfeitando seus lábios. Jane levantou o queixo aproximando seus lábios do dela antes de sussurrar “Eu te amo” e a beijando apaixonadamente.

Continua...

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