- Vamos lá, Teresa!
- Hum?- Lisbon piscou para a luz solar entrando pelas
cortinas meio abertas de seu quarto.
- Vamos, não seja preguiçosa, Lisbon! – Jane sorriu quando
Lisbon o olhou em confusão pelo sono e pegou o cobertor para esconder o rosto.
– Oh, muito maduro.
- O que você estava fazendo aqui? – sussurrou
Desconfiada, Teresa deixou o cobertor ir só para se
encontrar com uma bandeja contendo o seu almoço.
- O que você fez?- se acomodou na cama para que a bandeja
ficasse em seu colo.
- Um purê batatas, salada, um bife de frango grelhado... – deu
de ombros – E comprei laranjas frescas para um suco.
- Cadê a sua? – parou com o garfo a caminho da boca.
- Eu comerei depois. – sorriu.
- Nada disso, Jane! – depositou o garfo no prato e cruzou os
braços. – Quero que você venha e coma aqui comigo.
Jane lhe deu um sorriso preguiçoso antes de responder.
-Tudo bem, mandona.
Desceu as escadas sorrindo, esses dois dias na casa de
Lisbon, após deixaram o hospital, foram relaxantes. Mesmo quando Teresa
reclamava que ele estava pairando em cima dela o tempo todo e que se ficasse
mais um minuto perguntando se ela estava bem ele iria acabar com uma bala em
uma parte do corpo que não iria ser do seu agrado. Chegando ao quarto de Teresa depois de ter
servido seu próprio almoço, viu que a morena não tinha tocado em sua comida,
estava esperando por ele.
-Vai ficar parado aí o dia todo? – apontou para o outro lado
da cama – Venha, estou com fome!
-Como eu disse... – se sentou do lado dela, deixando seu
copo na bandeja de Lisbon – Você é muito mandona.
Lisbon revirou os olhos, e se deleitou com almoço que Jane
tinha preparado, eles almoçaram em silêncio apenas apreciando a companhia um do
outro.
- Ganhei!- gritou levantando as mãos e mostrando a língua
para o Jane.
- Isso foi porque eu deixei você ganhar, Teresa. – revirou os
olhos.
-Não me venha com isso agora, Patrick Jane. – lhe deu um
tapa na mão – Eu ganhei porque sou incrivelmente boa nesse jogo.
- É ludo, minha querida! É um jogo estupido. – ele estava
sorrindo para o sorriso que Lisbon lhe lançava.
- Não importa! Eu ganhei! Você perdeu! – riu – Conviva com
isso... Eu sou melhor do que você!
- Que você é melhor do que eu, já sabia. – piscou para ela.
– Mas eu sou mais inteligente.
- Hey- lhe deu um tapa no braço.
- Ouch! Vou sair dessa casa com marcas roxas... - segurou o
braço como se estivesse sentindo as piores das dores.
- Não seja um bebê. – revirou os olhos.
- Eu acho que você deve dar um beijo para a dor passar mais
rápido. – fez beicinho enquanto Lisbon o olhava incrédula.
-Nos seus sonhos!
- Você me deixará com a maior dor do mundo? – colocou a mão
no peito – E ainda te chamam de “Santa Teresa”.
- Jane, eu nem te bati tão forte assim. – retrucou – Pare de
drama!
- Só se você me der um beijo – colocou um dedo sobre sua
bochecha. – Aqui.
- Eu te bati no braço, não na bochecha...
- Certo, mas o beijo terá efeito reflexo, tal como uma
injeção que tomamos par dor de garganta e...
- Ok- suspirou.
Jane a olhou sem acreditar, Teresa Lisbon estaria falando
sério?
-Sério?
-Claro. – mordeu o lábio inferior nervosamente, ela não
sabia onde estava com a cabeça, mas Jane estava sendo tão bom pra ela e, bem, um
beijo inocente na bochecha não tiraria pedaço. – Por que não?
Com o coração a mil, um pouco rosada, suspirando fortemente
Teresa se inclinou em direção ao Jane que virou rosto para que a morena pudesse
beijar sua bochecha, ele prendeu a respiração ao sentir o ar quente da
respiração de Lisbon próximo ao seu rosto. Tinha medo que ela pudesse ouvir os
batimentos acelerados de seu coração.
Lisbon se aproximou mais e fechou os olhos. Porém, antes mesmos que seus lábios tocassem
a bochecha do loiro, este virou a cabeça em um movimento rápido que fez seus
lábios se encontrarem com as da morena em um selinho rápido que fez Lisbon
abrir os olhos imediatamente.
Um par de olhos brilhantes e um sorriso doce estavam virados
pra ela e antes mesmo que pudesse proferir algo, Jane levantou uma mão tocando
em seu queixo levemente, desviando os olhos até seus lábios. Chegou o rosto
mais perto, suas respirações se mesclando, Jane acariciou o pequeno nariz da
agente com o seu antes de capturar os lábios macios com os seus em um beijo
doce e terno, fazendo Lisbon retribuir da mesma maneira. O beijo só foi
quebrado quando o ar se fez falta, se entre olharam e sorriram um para o outro.
- O que foi isso? – Lisbon sussurrou ainda olhando para o
Jane.
- Um beijo – sussurrou de volta.
- Eu sei – revirou os olhos – Mas de onde veio isso?
- Do mesmo lugar que esse. – balbuciou antes de beijar
Teresa mais uma vez.
Lisbon entre abriu os lábios dando passagem para língua de Jane
encontrar a sua, antes de aprofundar o beijo, arrastando os dedos pela nuca do
loiro o fazendo gemer em resposta, Jane foi a deitando na cama sem se importar
com as peça do jogo embaixo deles. O consultor conduziu seus lábios pela
mandíbula de Lisbon até o pescoço onde achou um ponto sensível perto da orelha
que a fez gemer e chamar por ele. Patrick sorriu em sua pele e deu um pequeno
beijo ali mais um vez, levantou a cabeça olhando para uma Teresa em rubor
mordendo o lábio inferior.
- Eu gosto de onde eles estão vindo. – suspiro e lhe deu um
selinho.
- Bem, nesse lugar tem mais. – lhe beijando profundamente.
Ficaram assim por alguns segundos, minutos, horas... Quem
estava contando? Teresa mordeu o lábio
inferior de Jane antes dele sair de cima dela, foi aí que ele se deu conta que
não poderia ter ficado tanto tempo assim com ela.
- Oh!- ele olhou pra ela desesperado – Eu te machuquei? Você
está bem?
Teresa sorriu, e se aconchegou no peito dele suspirando.
– Melhor impossível!
Jane não pode se ajudar a puxou para mais perto e depositou
um beijo em seu cabelo.
- Sabe, Lisbon. – pegou a mão dela acariciando levemente seu
pulso. – Naquele dia em que você quase morreu, eu fiz juramento.
- Como assim? – franziu a testa em confusão – Que juramento?
- Eu prometi a mim mesmo que não vou mais fingir. Você é a
melhor coisa que me aconteceu nesses anos todos, sua felicidade está no topo de
tudo. – sentiu Teresa mover a cabeça em sua direção e a olhou nos olhos. –
Quero ver o seu sorriso todos os dias.
- Você tem certeza? Red John... ele...
-Shii, eu vou ter a minha vingança ainda, Teresa. – a sentiu
estremecer e a apertou mais o poder sob ela. – Não do modo que eu estava
pensando, mas ainda não sei muito como fazer isso, talvez você possa me ajudar
com isso.
- Você pode contar comigo sempre, Jane. – o beijou
ternamente.
- Sou uma pessoa quebrada, Teresa. – suspirou tristemente a
olhando nos olhos– Não sei agir como uma pessoa normal, eu manipulo, engano as
pessoas, às vezes até mesmo acabo acreditando nas minhas próprias mentiras.
Como tentar me convencer que você
era apenas uma amiga pra mim, quando na verdade... a verdade é que eu te amo.
Lágrimas inundavam o rosto de Lisbon, ela acariciou o rosto
de Jane limpando as lágrimas dele.
- Eu.. – fungou – Eu te amo, Patrick.
-Bem, isso é sorte – sorriu.
-Diga isso de novo.
- Dizer o que?
Ela revirou os olhos, com um pequeno sorriso enfeitando seus
lábios. Jane levantou o queixo aproximando seus lábios do dela antes de
sussurrar “Eu te amo” e a beijando apaixonadamente.
Continua...

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