21 de fev. de 2015

[Cap 7] Já não quero fingir

3 meses depois.

Sábado a noite

– Largue a faca! – Lisbon gritou com a arma apontada para o serial killer que passou anos lhe dando dor de cabeça.

– Bem, bem, vejamos se não é sua namoradinha, Patrick – Red John sorriu para Jane que estava amarrado em uma mesa com seus braços e pernas cortados.

 
 –Vá, Lisbon. – Jane disse com a voz fraca de dor.

– Oh, Patrick, ela não pode ir e perder toda diversão, pode? – O assassino deu um sorriso sombrio, arrastando a faca na carne do antebraço de Jane.

–Fique longe dele!- Teresa gritou.

Naquela manhã

–Estou calor. – Lisbon reclamou em um sussurro.

Jane sorriu para a forma adormecida de Lisbon em seus braços, os dias começavam sempre assim desde que declarou seu amor a ela, há três meses. Hoje o dia estava amanhecendo relativamente quente em Sacramento, nada comparada à noite fria, que fez com que eles se cobrissem com um edredom e fez Lisbon se enrolar em seu corpo.

– Estou com calor.- resmungou novamente e se afastou dos braços de Jane.

–Hey, Teresa. – sussurrou passando os lábios de leve em sua bochecha. – Você está com calor?

–Uhum.- suspirou, sem se esforçar para abrir os olhos.

–Talvez, devemos retirar esse edredom. – disse em seu ouvido, sentindo o corpo da morena estremecer. – Não acha?

–Uhum. – estava respirando pesadamente.

Patrick retirou o edredom de cima dos dois, Lisbon dormiu em nada mais do que a camisa de Jane após a noite de amor que tiveram, o loiro voltou à posição anterior, baixando os lábios até o pescoço de Lisbon.

–Ainda com calor? – sussurrou na pele quente.
 
–Uhum- mordeu os lábios.

–Isso é uma vergonha! Acha que deveríamos retirar essa camisa?- Arrastou uma das mãos sobre a camisa se detendo na barra, apenas um dedo acariciando a coxa de Lisbon.

–Oh, sim.- ela não se lembrava mais de como respirava – Tire, Patrick!

Jane sorriu, arrastando a mão por dentro da camisa, sobre sua pele nua, quando ele massageou um dos seios Lisbon arqueou o corpo procurando a boca do loiro que a capturou com a sua em um beijo profundo.

Lisbon gemeu entre o beijo ao sentir Jane brincando com um de seus mamilos, Jane levou a outra mão para o outro seio da morena, arrastando beijos molhados por toda extensão da clavícula, pescoço até chegar ao ponto sensível atrás da orelha.

– Patrick – gemeu a morena, cravando as unhas nas costas do consultor.

O loiro tirou umas das mãos de seu seio e abriu a camisa que ela usava, até ter a visão completa dos seios de Teresa.

– Se concentre no que você vai sentir – falou baixo próximo ao ouvido da agente – Só se concentre, Teresa.

Ela balançou a cabeça sentindo os lábios de Jane vagarem sobre sua pele até ele pegar um dos mamilos com boca, enquanto dava atenção com uma das mãos a o outro. Patrick lambeu, sugou, beliscou cada um dos mamilos rosa de Lisbon, os estimulou a cada toque, a cada pressão de sua boca. 

A cada investida, Teresa, gemendo e dando pequenos puxões nos fios macios da cabeça do Jane, impulsionava o corpo em direção à boca do loiro, quando este mordeu um dos bicos de seu seio a agente deu um grito de puro prazer vindo a tremer sob Patrick, ela jogou a cabeça para trás quando sentiu o orgasmo vindo com força.


– Patrick – ela gemeu quando o último espasmo de prazer deixou o seu corpo.

Abriu os olhos e encontrou Jane sorrindo pra ela.

– Linda- a beijo nos lábios – Vou tomar banho!

Estava saindo de cima de Lisbon quando foi empurrado no colchão pela morena. Ele sorriu ao ver Lisbon colocando uma perna em cada lado de seu corpo e sentando em sua barriga, Teresa ainda usava sua camisa, metade dela aberta, com as bochechas rosadas pelo orgasmo de minutos antes, era a cena mais sexy que ele já tinha visto e foi direto para seu palácio de memoria.

– Você não pode fazer isso – passou uma das mãos pelos seios vermelhos – E sair da cama...

A morena aproximou seu rosto ao do Jane, sorrindo e o olhando nos olhos, gemeu:

– Patrick

A mão do loiro foi parar na bunda de Lisbon que sorriu pra ele deixando um beijo casto em seus lábios e descendo os beijos por todo corpo de Jane que gemia seu nome. Ela retirou a cueca box preta que ele estava usando e voltou a se sentar em sua barriga, Teresa olhou diretamente para Patrick e terminou de desabotoar a camisa sem retirá-la.

–Toque-me- exigiu

Patrick passou as mãos pela barriga lisa da pequena mulher, massageou os seios e se deteve na nuca a puxando para beija-la. Após o beijo Lisbon se dirigiu para mais baixo em Jane, segurou seu sexo com uma mão o guiando para dentro dela, os dois gemeram ao mesmo tempo quando estavam completamente conectados. Jane apertou as coxas de Lisbon quando ela começou a se mover lentamente em cima dele, arrastou as mãos para cintura de Teresa sob sua camisa guiando seus movimentos. Teresa colocou mão no peito de Jane enquanto com a outra estimulava seu clitóris, Patrick gemeu quando os movimentos começaram a ficar mais rápidos.

– Mais, Patrick- gemeu rebolando em seu colo.

Jane sentou com Teresa em seus braços, que arfou com a mudança de posição, o loiro a puxou pelos cabelos a beijando enquanto os movimentos ficavam mais frenéticos, Jane a puxava com força pra si, Lisbon arranhava suas costas e gemia em sua boca. Os dois vieram ao mesmo tempo gritando e gemendo, continuaram se movendo lentamente prolongando o orgasmo, seus lábios se tocando, estavam apenas de boca aberta com a respiração quente um no outro e de olhos fechados. Os dois se deitaram, satisfeitos e suados.

– O dia começou muito bem. – Jane sorriu para a mulher em seus braços

– Eu não estou reclamando. – o beijou, se levantando rápido da cama e indo em direção ao banheiro – Agora, banho!

–Ouch, Teresa!! – mordeu os lábios, essa mulher seria a sua ruína, sorrindo ele foi atrás dela.

Quando Lisbon desceu para o café da manhã vestindo sua calça de yoga e uma regata branca encontrou Jane preparando panquecas, estava usando apenas as calças de um de seus ternos. Ela sorriu para imagem e foi até ele o abraçando por trás.

–Bom dia.

– Bom dia, meu amor! – sorrindo pegou a mão dela com uma das suas enquanto virava a panqueca com a outra.

Lisbon sorriu e beijou as costas do loiro quando o sentiu beijando as pontas de seus dedos.

–Hum, café, por favor! – virou para a cafeteira e se serviu.

– Às vezes eu acho que você ama mais o café do que a mim.

– Bem, talvez sim! –levantou uma sobrancelha se sentando em uma das extremidades da mesa.

–Isso dói. – virou a última panqueca colocando-a em um prato.

–Você ama mais o seu chá do que a mim.- retrucou fazendo beicinho.

–Talvez sim – sorriu pegando sua xícara de chá e se sentando em frente à Lisbon do outro lado da mesa.

Ficaram em silêncio confortado, sorrindo um para outro por cima de suas xícaras. Jane largou sua xícara na mesa, se levantou para ligar o rádio, uma melodia suave saiu do aparelho, Patrick foi até a morena a pegando pela mão a puxando pra ele, eles se balançavam suavemente enquanto a letra se fazia ser ouvida.

I've been beaten down, I've been kicked around 
(Eu tenho sido quebrado, eu tenho sido chutado) 
But she takes it all for me 
(Mas ela tirou tudo isso de mim) 
And I lost my faith, in my darkest days 
(E eu perdi minha fé, nos meus dias sombrios) 
But she makes me want to believe 
(Mas ela me fez querer acreditar)

They call her love, love, love, love, love. 
They call her love, love, love, love, love. 
(Eles a chamam de amor, amor, amor, amor, amor) 
She is love, and she is all I need 
(Ela é amor, e ela é tudo que eu preciso)

Jane suspirou a abraçando com mais força contra o peito, Lisbon fechou os olhos afundando o nariz no pescoço de seu consultor.

Well I had my ways, they were all in vain 
(Bem, eu tive meus caminhos, todos foram em vão) 
But she waited patiently 
(Mas ela esperou pacientemente) 
It was all the same, all my pride and shame 
(Isso foi sempre o mesmo, todo meu orgulho e minha vergonha) 
And she put me on my feet
(E ela colocou meus pés no chão)

Lisbon pressionou um beijo leve na mandíbula do loiro que suspirou pela segunda vez em minutos, ele tinha o mundo em seus braços, ela é tudo pra ele. A música cabia perfeitamente em sua história com Teresa, ela é o amor que o tirou de seus dias mais escuros, um anjo de olhos verdes que veio para salvá-lo dele mesmo.

They call her love, love, love, love, love 
They call her love, love, love, love, love. 
They call her love, love, love, love, love. 
(Eles a chamam de amor, amor, amor, amor, amor) 
She is love, and she is all I need 
(Ela é amor, e ela é tudo que eu preciso)

–Eu te amo- sussurrou – meu amor

Teresa levantou a cabeça para encontrar o olhar de seu amado

–Eu também te amo.

E como o amava, o amava anos, amava cada pedaço dele e a agradecia todos os dias que ela teve a oportunidade para mostrar a ele.
Jane parou de dançar enquanto a música chegava às letras finais da canção, colocou uma das mãos no rosto de Teresa antes de chegar a ela com um beijo apaixonante.

Cause when that world slows down, dear
(E quando essas palavras calarem, querida)
And when those stars burn out, here
(E quando todas essas estrelas sumirem, daqui)
 
Oh she'll be there, yes she'll be there(Oh, ela vai estar aqui, sim ela vai estar aqui!)
They call her love, love, love, love, love
They call her love, love, love, love, love
They call her love, love, love, love, love.
They call her love, love, love, love, love. 
(Eles a chamam de amor, amor, amor, amor, amor) 
She is love, and she is all I needShe is love, and she is all I need
She is love, and she is all I need
 
(Ela é amor, e ela é tudo que eu preciso)

Ele se entregou naquele beijo, com toda a certeza ela era tudo que ele precisa, Patrick mostraria a ela todos os dias de sua vida se possível.
O telefone tocou quebrando o clima, com suspiros frustrados, relutantemente eles se afastaram.

–Desculpe- ela suspirou e atendeu o celular.

Jane viu o momento que seu olhar de desespero caiu sobre ele.

–Ok, chefe! Mande-me uma mensagem com o endereço. – desligou o celular e olhou para o loiro a sua frente.

– É Red John, não é?

–Sim!

Continua

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