– Familiares de Teresa Lisbon? - Horas depois o Dr.Johnson entrou na sala.
Jane se levantou e foi até ele.
–Como está a Teresa?
Algo realmente muito grave aconteceu, Jane podia ver isso no comportamento do Dr, Johnson, este olhou rapidamente para prancheta em suas mãos e suspirou.
– O senhor é o marido da paciente?
Como bem sabia que não poderia ficar junto com Lisbon se contasse a verdade, Jane mentiu, sacudiu a cabeça em um singelo sim.
–Bem, sua esposa foi para cirurgia com um quadro de apendicite aguda, fizemos uma laparoscopia, pois é um sistema cirúrgico mais preciso e sem deixar marcas, mas com a operação foi comprovado que a paciente estava com peritonite secundária, uma inflamação na membrana que reveste uma parte da cavidade abdominal, causada pela ruptura do apêndice, fizemos uma drenagem. Teresa ficará internada na terapia intensiva, pela gravidade da situação ela poderá precisar de uma nova cirurgia. Está anestesiada e tomando antibiótico intravenoso.
Jane ficou imóvel, só conseguia ouvir o som do seu próprio coração.
– Ela corre risco de vida? – as palavras saíram da boca em um sussurro.
– Veja bem, senhor... ?
– Jane, Patrick Jane.
– Bem, senhor Jane, qualquer tipo de operação o paciente corre riscos, mas ainda é muito cedo para afirmar algo.Vamos mantê-la em observação, se daqui algumas horas Teresa apresentar algum quadro de instabilidade poderemos responder a isso.
– Ok – Jane soltou o ar que havia prendido – Eu posso vê-la?
– Sim, mas ela está sedada. – o médico chamou uma enfermeira.
A loira sorridente foi até eles, e seguiu as ordens que o médico lhe dava para levar o consultor até o quarto de Lisbon.
– Ah, senhor Jane... – disse o médico antes de Jane acompanhar a enfermeira- Não se preocupe, sua esposa é forte e responderá bem ao tratamento.
Patrick apenas deu um singelo sorriso e seguiu a enfermeira, eles foram para o elevador, este não pareceu tão lento como hoje, Jane colocou as mãos no bolso, ficou olhando os números mudarem a sua mente estava na mulher que agora estava anestesiada em uma cama de hospital. As portas do elevador se abriram, eles saíram para um corredor com paredes brancas, com muitas portas, algumas fechadas, outras abertas, nos quais se podiam ver os pacientes recebendo visitas, muitos balões e flores.
Jane sorriu, assim que ficasse mais tranqüilo em relação à saúde de Teresa ia lhe comprar balões, flores e morangos, com isso em mente parou, juntamente com a enfermeira que tinha se mantido calada até o momento, em frente a duas portas que davam para ala de “Terapia intensiva”.
–Pode entrar senhor Jane, terceira porta. – Obrigado.
Patrick entrou na ala, e seguiu por um corredor curto, diferente do outro em que se encontrava minutos atrás, este era mais quieto, só os sons dos aparelhos eram ouvidos e as paredes dos quartos eram de vidros. Chegou à terceira porta e seu coração parou por segundos, lá estava ela... sua Teresa, ligada a tantos aparelhos e com medicamentos diretamente na veia.
Caminhou calmamente até a cama olhando atentamente, sua vida inteira estava ali, naquele colchão tão branco quanto à delicada pele de sua ocupante. Não poderia perder Teresa, não suportaria, já era deveras difícil viver sem sua filha e seu primeiro amor, mas sem a Lisbon sua vida iria voltar para as trevas totalmente, ela era luz em meio à escuridão. Era egoísmo, ele sabia disso, mas Jane precisava dela.
Jane chegou perto da cama, pegou a mão inerte da agente junto a sua, com cuidado, como se ela fosse um cristal a ponto de se quebrar. Inclinando- se ele beijou as pontas dos dedos dela.
– Vamos, Teresa, abra logo seus lindos olhos para mim, hun?
Somente a respiração calma era a resposta para o coração em angustia de Jane. Sem soltar a mão de Lisbon, ele se inclinou mais e depositou um beijo em sua testa.
Algumas horas depois de Jane ter praticamente feito um pequeno escândalo e hipnotizado algumas pessoas para que não o tirassem dali, Teresa começou abrir os olhos.
Visão embaçada, boca seca...
Céus, ela daria tudo para um pouco de água.
Quando a visão voltou completamente viu um par de olhos azuis esverdeados a olharem atentamente acompanhado com um lindo sorriso.
– Hey, bem vinda de volta!
– Jane – se ouviu sussurrar em voz rouca.
– Como você está se sentindo? – Jane apertou a mão dela...
Espere... Jane está segurando sua mão?
– Bem – seu olhar parou na junção das mãos sobre o lençol – E você?
– Agora eu estou – Jane sussurrou - Não faça mais isso, Teresa! Você tirou a vida de mim.
– Desculpe – lhe deu um pequeno sorriso antes de cair novamente na escuridão.
“Resíduo de anestesia”, pensou Jane ao se encostar mais na cadeira, sem largar a mão da agente.
Porque essa dor? De onde vem? Porque dói tanto?
– Ai – reclamou sem abrir os olhos
. – Lisbon? – Jane apertou sua mão. –
Jane, está doendo – Teresa falou em voz baixa.
Em pulo Patrick chamou a enfermeira que veio o mais depressa possível. A dor abdominal que Teresa estava sentindo era tão forte quanto a do dia anterior.
– Vamos senhor Jane, o senhor não pode ficar aqui – a chefe das enfermeiras o tirava delicadamente do quarto.
Teresa sentia um gosto amargo na boca, a dor a fazia se contorcer, os enfermeiros a mantinham na cama.
– Febre de 39° - ouviu o médico informar – Pressão arterial aumentando. Temos que levá-la para fazer os exames!
Jane viu a maca de Lisbon saindo do quarto, mas foi impedido de acompanhar. Parado no corredor com olhar perdido se pegou rezando a um Deus no qual não acreditava, mas que era tão importante na vida de Teresa.
Continua...

Omg Estou amando .. não vejo a hora do proximo
ResponderExcluirObrigada, já posto!!
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