27 de dez. de 2013

Afraid to Love You


Fic escrita por Miah e Ginna.

Personagens: Patrick Jane, Teresa Lisbon e entre outros.
Gênero: Drama/Romance 
Classificação: 16 
Disclaimer: The Mentalist não nos pertence.  Se passa após o epi 6x06, após a cena do pôr do sol. Fic tão Jisbon que chega a doer.
Terminada: Não
Sinopse: Após uma declaração de amor inusitada, Jane parte para o México deixando Lisbon sozinha e desamparada. Algum tempo depois ele volta, sendo forçado a lidar com as consequências e com um segredo que irá mudar a sua vida para sempre..



Pôr do sol. Algumas pessoas dizem que não existe nada mais belo do que um pôr do sol. E nada mais romântico do que o mesmo, sendo compartilhado por dois amantes apaixonados. Mesmo que os dois não saibam dos sentimentos profundos do outro. Até aquele momento. 

 –Eu queria te dizer uma coisa, Lisbon... Algo que eu deveria ter dito há muito tempo atrás. 

 Teresa o fitava assustada. Há pouco tempo, eles estavam indo em direção à antiga casa do Jane para terminar a vingança que finalmente o libertaria dessa obsessão. Agora, ambos estavam observando o pôr do sol, enquanto Patrick se declarava a Lisbon, com a voz serena e olhar distante.

 –Eu preciso te agradecer por tudo que você tem feito por mim durante esses anos... 

 –Você pode me agradecer depois. 

 –Não. Eu preciso dizer isso agora. – Ele disse, ainda evitando o contato olho a olho – Você não tem ideia do que você significou para mim... Do que você significa para mim. 

 Seus olhares se encontraram. Teresa sentiu a aproximação do loiro e fechou os olhos. Em seguida, seu pequeno corpo foi enlaçado por braços fortes. Um abraço. Não era um beijo, mas parecia ser mais profundo que tal. 

 –Jane... – Ela soltou o ar, assustada. Patrick sorria e Lisbon soltou uma risadinha constrangida. Constrangida por achar que aquilo seria um beijo e não um abraço.

 –Lisbon... – Seus olhos se encheram de animação – Estava quase me esquecendo, eu tenho uma surpresa para você. 

 –S...Surpresa? 

 –Sim – Ele pegou na mão dela, guiando-a para de volta ao carro. 

– Aposto que você vai gostar, não fica muito longe daqui. 

 –Mas Jane, vamos chegar atrasados na sua casa se não irmos agora. 

 –Não se preocupe Lisbon. Não vamos demorar. 

 Lisbon o encarou receosa. Patrick estava estranho. Quer dizer, ele sempre ficava estranho quando o assunto era o “Red John”, entretanto agora ele estava mais. Seu coração dizia que era algo a mais do que simplesmente a caçada aos suspeitos. Seu coração a dizia que Jane estava escondendo algo por detrás de uma mascara de confiança que ele mesmo havia projetado. Algo a dizia que era algo pior do que ela imaginava. Algo que ela não poderia prever. 

 –Chegamos. Malibu Beach Inn. Nosso destino. – Anunciou animado, enquanto Lisbon o fitava com preocupação. 
 Não, realmente o Jane não estava normal. Malibu Beach Inn era o hotel mais famoso da cidade. Apenas celebridades e pessoas com muito dinheiro poderiam se hospedar nele e aproveitar todos os seus serviços. Suas suítes eram conhecidas por todos os casais ricos da Califórnia, por conter a melhor vista do oceano que se pode ter, além do conforto garantido.

 –Jane, o que estamos fazendo aqui? 

 –Vamos ficar aqui até a hora de irmos para minha casa.

 –Jane, você está louco? Sabe quanto que custa para passar uma noite aqui?

 –Sei. 

 –Então por que está me levando para cá? Você sabe que não posso aceitar isso. É loucura. 

 –Lisbon... – Jane passou os dedos pelos cabelos ondulados da agente – Não pode recusar. Já fiz as reservas. Isso seria muita falta de educação de sua parte. 

 –Seu filho da mãe! Estava planejando isso e não me contou nada?

 –Claro que não, era uma surpresa. – Ele sorriu, porém Lisbon não demonstrou nada além de indignação. – Vamos Lisbon, não temos a noite toda. Daqui a pouco temos que ir para minha casa, lembra? 

 Ela assentiu de leve com a cabeça. 

 –Então vamos. – Ele prosseguiu, abrindo a porta do citroen.

 Lisbon e Jane seguiram juntos para a entrada do hotel. Ao entrar, ambos se depararam com uma recepção moderna e elegante, como as pessoas que ali se encontravam: todas muito arrumadas e falantes. Lisbon notou em como uma das recepcionistas a encarava, medindo-a dos pés a cabeça por diversas vezes. Teresa se sentia desconfortável com isso. Estava em um ambiente chique com roupas de serviço. “Pelo menos o Jane está com um terno de três peças” ela pensou “ e eu estou usando isso”. 

 –Não se preocupe, essas mulheres fazem isso com todo mundo, até mesmo com as mais bem arrumadas. – Jane murmurou de repente no ouvido dela. 
 Teresa parou de pensar sobre isso na hora. Ela sempre se esquecia de que Patrick estava sempre atento ao comportamento dela, até mesmo quando parecia ocupado como era o caso. 

 –Está aqui a chave do quarto, senhor Jane – A moça entregou-lhe a chave, forçando um sorriso amistoso – Qualquer coisa é só ligar na recepção. Tenham uma boa noite.

 Patrick agradeceu e segurou na mão de Teresa, indo em direção ao elevador. Todo o caminho, Jane ficara quieto e não se pronunciara sobre o que estava acontecendo. Apenas algumas vezes, ambos trocaram alguns olhares – a maioria deles confusos por parte da Teresa – e uns sorrisos tímidos. 
 Até a hora que eles entraram no quarto. Tudo foi delicadamente montado pelos funcionários para parecer um cenário retirado de um filme europeu, romântico e clássico, como os quais Lisbon adora: uma cama de casal enorme, cheia de pétalas de rosas vermelhas, esculturas de animais feitas de toalha sobre a cama e por fim, mas não menos importante: a tão famosa sacada com vista para o oceano, com uma mesinha redonda de ferro, branca, com duas cadeiras e taças cheias de champagne, além de dois pratos de lagosta ao molho branco. Era tirado dos sonhos mais íntimos da Lisbon. Claro que isso era obra do consultor. Não existia duvida alguma nisso. 

 –Jane... O que... O que é isso? – Gaguejou, intercalando os olhares entre as toalhas esculpidas, a mesa pronta e o próprio Jane.

 –Surpresa! – Respondeu com empolgação na voz. Há muito que ele estava tramando isso e a reação da Lisbon mesmo não sendo muito positiva, era bem esperada por ele. – Pensei em dedicar um tempo a sós para nós, antes de irmos para a minha casa. Gostou?

 –Mas... Mas claro que eu gostei! – Sorriu – Isso é incrível, Jane... Incrível. 

 Patrick aproximou-se da mesa e puxou uma das cadeiras, olhando em seguida para Lisbon.

 –Sente-se. – Disse, com um sorriso de ponta a ponta. 

 Obviamente, ela o obedeceu e logo ambos estavam comendo a deliciosa – e fresca – lagosta ao molho branco. A cada minuto, Lisbon se sentia pior. 
O pensamento de que um mal pressagio se seguia, era inevitável. Não apenas pelo comportamento estranho e um pouco desconcertante do Patrick, mas também pelo fato de que em poucas horas, eles estariam de frente com o Red John. O assassino mais cruel da Califórnia. E ela sabia que Jane estava tão amedrontado do que ela. 

 –Teresa... Não se preocupe tudo vai dar certo – A voz confiante do loiro rompeu o silencio.

 –Sou tão fácil de adivinhar os pensamentos? 

 –Você é um livro aberto, Teresa... 

 –Teresa... – Ela repetiu baixinho – Nunca te ouvi pronunciar meu nome antes.

 –Posso? Afinal, um nome tão bonito assim merece ser pronunciado. 

 Ela sorriu, mostrando suas covinhas. –Impressão minha ou isso foi uma cantada? Daquelas bem baratas, por sinal? 

 Patrick deu uma risadinha, envergonhado. 

 –Meh, foi criativa. 

 –Você não negou. 

 –Mas também não afirmei. 

 –Jane... Antes que a conversa tomasse rumos diferentes do planejado inicialmente pelo consultor, Patrick retirou do bolso uma caixinha vermelha e aveludada. Lisbon olhou com curiosidade para a pena caixa que Jane segurava em direção sua direção. 

 – O que é isso, Jane? – Seus olhos foram da peça aveludada para os olhos do consultor.

 – Um presente! – Sorrindo, a incentivou a pegar a caixinha e assim que Lisbon a pegou, Jane cruzou as mãos sobre a mesa esperando sua reação. – Vamos Teresa, abra! 

 Lisbon o abriu com todo cuidado como se dentro do vermelho estojo retangular contesse uma bomba, mas para sua surpresa era uma delicada pulseira em ouro branco, com vários pingentes, em sua maioria enfeitados com pequenos diamantes. Colocando uma das mãos na boca em total surpresa, Teresa olhou para Jane com olhos marejados. 

 –OH, Deus... Jane! É linda, mas parece muito cara, não posso aceitar. - Colocou a caixa na mesa e a deslizou em sua direção.

 –Bobagem...- Deu de ombros retirando a pulseira entre as mãos.- Eu quero te dar, você me faria feliz se aceitasse. 

 Lisbon somente o olhou desconfiada. 

 –Olhe – apontou para o pequeno enfeite de arma. – Não poderia faltar, certo? O que seria da Rainha das armas sem uma?! 

 – Você é um idiota. – anunciou sorrindo. - Mas, eu aceito o presente. 

 – Ótimo! - Com um sorriso torto pegou o pulso direito da agente acariciando de leve a pele antes de colocar a pulseira. 

 Os batimentos cardíacos de Teresa chegaram ao limite, ela prendeu a respiração ansiosa, foram muitos contatos pessoais para uma noite só. 

 – Respire, Teresa! Veja os outros pingentes. 

 –Ok – Olhando para a pulseira em seu pulso viu que as duas extremidades eram unidas por algemas, fazendo- a fechar em seu pulso. Os pingentes eram tão delicados, Teresa foi vendo um por um tocando com carinho, tinha uma xícara que estava escrito “chá”, ela sorriu com isso, um pingente de cruz com pequenos diamantes e uma tiara de princesa?! 

 –Uma tiara de princesa?- Levantou uma sobrancelha. 

 – Bem, já que tinham roubado de você. – Deu de ombros – Veremos se a minha princesinha raivosa, fica menos raivosa já que tem sua tiara de volta. 

 – Sua? – Lisbon soltou o pingente e olhou em sobre salto para Jane. 

–Modo de falar. Continue vendo. 

 Teresa suspirou, estava tudo tão estranho os sentimentos de antes, esquecidos pelo momento, voltaram com força total. Quando uma mão pegou seu pulso, Jane tinha aproximados mais a cadeira sem Lisbon se dar conta. 

 – Não se preocupe. – Ele apontou para o pingente de cadeado no formato de um coração. – Veja tem um “TL” nele. 

 – Onde está a chave? – Lisbon olhou para Jane que estava a centímetros de seu rosto, respiração contra respiração. 

 – Boa pergunta. – Ele tirou outra caixinha do bolso e a abriu, continha duas chaves. – Aqui, em uma está escrito “PJ” e na outra “TL”. 

 – Por que duas? 

 – Porque uma é desse coração. – Ele mostrou um chaveiro com o mesmo pingente que o da pulseira da Lisbon, só que nesse um “PJ” era visto. – Teresa, você aceita a chave do meu coração? 

 Lisbon ficou sem palavras, uma lágrima solitária escorreu pelo delicado rosto da morena. 

 –Jane.... 

 – Por favor, eu só peço uma coisa em troca, a chave do seu. 

 A resposta veio com os lábios de Teresa sobre os seus, em um leve roçar. 

–Sim – Sussurrou entre o beijo. 

 Patrick sorriu aprofundando o beijo, os braços da agente se entrelaçaram no pescoço do loiro, enquanto ele acariciava a cintura dela sobre a camisa. Eles estavam colocando todos os sentimentos reprimidos desses anos, em uma dança lenta e sensual com as línguas. Eles tentavam suprir cada vontade de estarem assim, que tiveram em todo aquele tempo. Quando o ar se fez falta, eles se separaram, testas coladas, olhos brilhando e sorrisos que não cabiam nos rostos.



Continua...

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