15 de mar. de 2014

[CAP2] Afraid to Love You

  


 Patrick sorriu aprofundando o beijo, os braços da agente se entrelaçaram no pescoço do loiro, enquanto ele acariciava a cintura dela por sobre a camisa. Eles estavam colocando todos os sentimentos reprimidos desses anos, em uma dança lenta e sensual com as línguas eles tentavam suprir cada vontade de estarem assim, que tiveram em todo aquele tempo. Quando o ar se fez falta, eles se separaram, testas coladas, olhos brilhando e sorrisos que não cabiam nos rostos. 


O corpo dá tantos sinais, pequenos e nada sutis sinais. Quando o seu coração bate mais rápido e você pode ouvir o sangue pulsando em suas veias e você sente milhares de borboletas em seu estômago, esses são os principais sinais! Quando a pessoa te olha e você sente aquela energia percorrendo o seu corpo inteiro é só seu organismo tentando te mostrar, meu caro, que você está apaixonado. Eles ainda estavam lá, sentados em suas cadeiras no luxuoso hotel trocando beijos preguiçosos quando Jane se afastou sorrindo.

 –Temos que colocar as chaves... – comunicou sem fôlego. 

 –Sim. 

 Jane pegou as chaves entregou a chave “TL” para Lisbon e pegou a sua “PJ”, com carinho agarrou o pulso de Teresa e levou até os lábios pousando um delicado beijo em sua pele sensível, ele colocou a chave com suas iniciais junto com o cadeado com as iniciais dela. Agora todos poderiam ver que o coração bondoso de Lisbon já tinha uma chave correspondente. 

 – Você usará o chaveiro, Jane? – Perguntou Lisbon após colocar sua chave junto com o coração de Jane.

 – Claro, minha cara! – Ele guardou com carinho dentro do casaco. – É uma promessa! 

 Teresa sorriu como nunca e acariciando a pequena chave em sua pulseira se levantou. 

 –É melhor irmos, está ficando tarde.

 Lisbon já estava no meio do quarto enfrente a enorme cama, quando foi abraçado por trás por Jane. Ela sonhou tantas vezes com isso, ter essa intimidade com ele, poder o abraçar e beijar quando quisesse, poder se entregar por completo a ele. 

 – Então, se entregue, Teresa. – sussurrou próximo ao seu ouvido – Se entregue a mim como você nunca se entregou a homem nenhum. 

 Sentiu-se estremecer em seus braços, era o que ela mais queria, mas como? Eles estavam indo pegar um assassino em série. Não podiam se dar ao luxo de... 

 – Podemos!- Jane cortou os pensamentos de Lisbon a fazendo virar para ele.- Você pode, eu quero provar a você o quanto eu te amo, Teresa. Eu não me importo se estamos indo caçar aquele filho da puta. Não o deixarei acabar com esse momento e com os momentos que possamos ter essa noite, neste quarto! Por favor, pequena.

 Lisbon sucumbiu aos seus pedidos, assim como fez todos esses anos, mas esse era um pedido diferente, ele estava implorando para amá-la sem culpas, sem amarras, em um roçar de lábios Jane teve a sua resposta. Com movimentos calmos Jane retirou a jaqueta dela, enquanto ela tirava o casaco e o colete dele, beijando ao longo de seu pescoço Jane a levou até a cama a deitando sobre o edredom branco coberto por pétalas de rosas. Jane a beijou nos lábios, um beijo lento e sensual, ela sentiu o calor começar a subir da ponta dos pés e seguir pela coluna vertebral acima, a fazendo gemer entre o beijo.
Lisbon começou a puxar a barra da camisa de Jane, mas foi impedida pelo mesmo. –Sem pressa, Teresa. – ele deu uma leve mordida no queixo . 


– Deixe-me despi-la primeiro. 

 Com um sorriso malicioso nos lábios, Jane puxou a camisa de Lisbon de dentro das calças, passando as mãos pelo ventre liso por baixo da camisa e acariciou um dos mamilos por cima do sutiã, Lisbon ergueu o corpo em direção ao seu consultor, a camisa foi retirada botão por botão, sempre com Jane beijando cada pele exposta. Com a camisa jogada no chão perto da cama Patrick se dedicou exclusivamente ao sutiã, enquanto as mãos de Lisbon viajavam pelas costas do consultor. Cada beijo, cada carícia, cada suplica faziam Patrick se excitar mais, mas ele não podia se apresar, queria que fosse perfeito... Inesquecível!
Com facilidade ele retirou o sutiã de Lisbon, bendito seja quem invento o fecho na frente. Liberando os seios, Patrick os mordiscou, lambeu cada mamilo rígido em quanto a pequena mulher se estremecia abaixo dele, ela queria também tocá-lo proporcionar cada prazer que estava sentido. Como se estivesse lendo os seus pensamentos Patrick segurou as duas mãos da agente no alto de sua cabeça pressionando contra a cama. 


 – Shiii, eu sei que você adora estar no comando, mas deixe-me te dar todo o prazer que você merece, Teresa. 

 –Mas... – ela foi calada quando Jane abocanhou um de seus mamilos entre os dentes, Lisbon arfou em resposta. 

 Arrastando beijos úmidos por toda pele de Teresa ele se viu perto da calça, tirou todo o restante de roupa da morena a deixando totalmente nua somente a pulseira em seu fino pulso. Beijando o tornozelo e voltando para beijá-la na boca. 

 –Jane - gemeu Lisbon pressionando o quadril contra ele.

 As mãos másculas deslizaram pelo ventre de Lisbon, procurando excitá-la ainda mais, enquanto a outra mão prendia os dois pulsos de Teresa, ela estava a mercê dele, e a morena não se importava. Ela ardia a cada rastro das mãos fortes e boca quente que o consultor deixa em sua pele. Céus, Patrick Jane iria enlouquecê-la. Ela entre abriu as pernas e deixou-se ser acariciada, Jane sorriu, Teresa estava quente e úmida, sorriu triunfante em saber que era ele que a fazia ficar assim.
Lisbon começou a ondular os quadris enquanto ele a estimulava com os dedos de uma maneira que jamais alguém fez antes. De olhos fechados e uma expressão de intenso desejo no rosto bonito, Jane se perdeu nessa expressão enquanto Lisbon sentia o coração galopar. Meneou os quadris quando os dedos de Patrick a fizeram vibrar ainda mais. Ele se inclinou a ela, sussurrando em seu ouvido.


 – Chame meu nome, Teresa, vamos... 

 Ela não conseguia controlar um espamo quando ele aumento o ritmos de seus dedos dentro dela. – Implore, Teresa..

 – Por favor, Patrick- ela entreabriu os olhos sendo capturados por olhos de puro desejo do consultor. - Faça-me sua, Patrick. 

 Ao atingir o clímax, ela estremeceu, se contorcendo embaixo de Jane. Era a visão mais linda que ele já teve, com a pele rosada, os seios trêmulos enquanto gritava o nome dele num misto de êxtase e satisfação. Só quando teve certeza de que o prazer foi completo ele retirou os dedos. 

– Fique onde está. – ele pediu. Afastou-se para tirar as roupas que impediam o que ele mais queria: Teresa Lisbon por completo. 

Ainda tremula após o orgasmo ela colocou o peso sobre os cotovelos para ter uma visão melhor de Jane. Ao ver cada pele expostas ela mordeu os lábios. Ele era forte, bronzeado e céus, Jane a levaria a beira do precipício, ele era muito mais bem dotado do que qualquer outro homem que ela já teve. Estremeceu em antecipação quando Patrick chegou à cama e a empurrou de leve com o corpo a beijando profundamente. 

 – Você me deixará te tocar, certo?- perguntou ofegante.

 –Mais tarde. – ele puxou o cabelo da morena parar trás e mordiscou seu pescoço- Eu preciso possuí-la, Teresa, prometi a mim mesmo que seria devagar, mas... Você está me deixando louco. 

 Lisbon não obedeceu as ordens de Jane em não tocá-lo, ela precisava disso, tocou cada parte que podia, o viu gemer a cada toque e quando o beijou no pescoço Jane não podia mais se segurar. Acomodou-se entre as coxas abertas, segurando o rosto dela entre as mãos, beijando-a. Ela gemeu, passando as pernas em volta dos quadris de Jane, prendendo o com força, puxando-o contra si. Incapaz de resistir, ele a penetrou, e logo foi devorado pelo desejo que a consumia.
Por um instante ficou surpreso com a intensidade do momento, com a mágica que ocorreu, quando os corpos haviam se unido. Erguendo a cabeça, fitou-a diretamente, parecia tão surpresa e maravilhada quanto ele. E então, como se temesse que ele visse demais fechou os olhos. A frustração o envolveu, mesclada a muitas outras emoções inexplicáveis. Nenhuma mulher jamais o fizera desejar tanto, sentir tão intensamente. Acariciou o rosto macio com os polegares, tocando com a boca os lábios sedosos. 


 –Abra os olhos Teresa, e me deixe ver- pediu, num tom rouco. –Deixe-me ser parte do seu prazer. 

 Por longos instantes continuou em silêncio, fazendo-o pensar que não iria abrir. Mas então, os cílios estremeceram e Teresa abriu os olhos revelando surpresa. 

–Nunca alguém se importou com meu prazer. 

 Instintivamente, soube que ela se referia a mais do que o prazer sexual, e logo sentiu vontade de protegê-la.  
– Eu me importo, Lisbon. E isto não é por mim, ou por você, separadamente. É por nós dois, juntos.

 –É bom ouvir isso – Ela deslizou as mãos pelos quadris dele apertando-o contra si. - Faça amor comigo, Patrick. 

 E ele obedeceu. Acomodou-se dentro dela, como se fizessem parte um do outro a penetrou cada vez mais, o quão lentamente podia! Lisbon o acompanhou com os quadris. Ele era bom, muito bom, sabia exatamente aonde ir e o quanto se movimentar, ela mordeu seu ombro, Jane procurou uma das mãos de Lisbon entrelaçando os dedos com os dela sobre o edredom . Ele lhe beijou o pescoço ao chegar perto da orelha de Lisbon ela pode ouvi-lo sussurrar um “Eu te amo” tímido. Patrick não poderia mais se ajudar, a dança calma foi trocada por um ritmo intenso, frenético, Teresa o acompanhou , gemendo sem fôlego, até atingir o clímax. Lisbon gritou, apertando-o com contrações intensas, que o fizeram acompanhá-la no êxtase. Incapaz de conter-se, Patrick golpeou mais fundo, satisfazendo a necessidade que ela despertou de modo tão primitivo.
Um gemido rouco escapou-lhe da garganta ao atingir o clímax do prazer, que ia muito além da mera satisfação do desejo. Caiu exausto sobre ela e afundou o rosto no pescoço de Lisbon que o acariciava os braços e costas enquanto a respiração se normalizava. 


 – Uau – ele mordiscou o pescoço dela minutos depois que sua respiração voltou ao normal.- Isso foi.. 

 – Eu sei.- Passou os dedos entre os cachos loiros de Patrick Jane. – Eu posso tocá-lo agora? 

 Jane levantou a cabeça para olhá-la nos olhos e sorriu. 

 –Ceús, você vai me matar mulher.

 Ela deu de ombros e o empurrou na cama o beijando, sentou-se nas coxas de Jane e sorriu.

 – Eu estou no comando agora, Patrick Jane. Agora você é meu, e você fará o que eu mandar!

 – Wow, gosto quando é autoritária comigo!

 –Cale a boca e me beije, agora!

 Jane sorrindo se sentou com ela em seu colo, puxando-a carinhosamente pelos cabelos para ele, Patrick a beijou profundamente.
Em meio a carícias e sussurros eles se entregaram a mais uma dança de amor, somente os dois e os sentimentos que nutriam a cada ano. Eles acabaram por adormecer um nos braços do outro.  



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 As horas foram se passando. Vagarosamente o sol se escondeu atrás do vasto oceano azul e as estrelas tomaram conta do céu. Lisbon continuava dormindo. Aos poucos, seu corpo foi se despertando, se recuperado das sensações que havia sentido há algumas horas. Ainda de olhos fechados, sorriu ao tocar sem querer em sua pulseira. Era o melhor presente que poderia esperar de alguém. Não havia nada melhor do que isso. 

 –Patrick... Acho que já é noite... – Murmurou, virando-se para o lado dele. 

Nenhuma resposta foi ouvida e confusa, ela abriu os olhos. Ele não estava ao seu lado. 

 –Jane?! – Lisbon pulou para fora da cama. 

Já era noite e ele não estava lá. Não precisava ser muito inteligente para deduzir o que ele havia feito 

– Filho da mãe, desgraçado. Jane, aparece agora e me diz que isso é uma brincadeira, ou eu juro que te mato. – Prometeu, correndo em direção ao banheiro e constatando o que ela mais temia. 

Jane havia fugido. Talvez. Mas a confirmação veio logo em seguida, com um pedaço de papel pendurado na porta do banheiro.

 “Querida Teresa; Me desculpe se as coisas precisaram ser dessa forma. Eu não podia te deixar a mercê do Red John novamente. Isso é uma coisa minha e precisa ser feita somente por mim e mais ninguém. Espero que um dia você possa me perdoar. 


 Te amo para sempre; Patrick Jane.” 


–Não... não pode ser. 

 Desnorteada, Lisbon se sentou na cama. Estava nervosa demais e sua pressão havia caído um pouco. Tudo passou em sua mente novamente. Ela tentava achar uma explicação para aquilo que ela acreditava ser apenas mais um joguinho ridículo do Jane, no qual provavelmente ele havia planejado há séculos, tudo motivado por “falta de confiança” por parte do consultor. Mal ela sabia que era o contrario. Jane não suportaria colocar sua amada em uma situação de risco tão grande.
Ele tinha que deixa-la. Não havia outra opção. Com lágrimas brotando incessantemente de seus olhos, Teresa levantou-se, pegando as roupas espalhadas pelo quarto e vestindo-as. Fez isso rápido, mesmo com um pouco de tontura. Uma parte dela dizia que Jane não estava mentindo e que precisava dela. E ela iria atrás dele. Mesmo com sua outra parte dizendo que aquilo foi apenas parte de um teatrinho ridículo do loiro. Ela precisava ir atrás dele. 


 –Cadê o meu celular?! Cadê a minha arm... Filho da mãe. – Teresa respirou fundo antes de começar a pensar em algum novo plano. 

 Afinal, Jane não estava facilitando tanto para a querida agente. Então foi ai que de longe viu algo reluzente no chão. Era seu distintivo, jogado no pé da cama. Ela o pegou e o admirou por alguns segundos, até que um plano surgiu em sua mente.

 ** 

 –Senhor, senhor – Teresa gritava de longe, correndo em direção ao um homem elegante que entrava em seu carro, no estacionamento do hotel – Sou da CBI e preciso falar com o senhor.

 Assustado, ele levantou levemente as mãos e saiu do veiculo.

 –Eu não fiz nada de errado, eu juro – Suplicou, deixando de lado o jeito elegante e revelando sua personalidade covarde. 

 –Preciso do seu carro, agora. Caso de vida ou morte.

 –O que?! Não, de jeito nenhum! Tenho uma reunião hoje! 

 –O senhor está surdo?! Como pode negar um carro para uma policial que está em uma situação de vida ou morte? 

 Ele engoliu a seco, enquanto Teresa já se apossava do veiculo. 

 –Ah, antes que eu me esqueça – Ela esticou a mão para fora do veiculo, fitando o rapaz levemente enfurecido – Preciso do seu celular. 

 –O QUE?! Já não basta o meu carro?! 

 –Quer ser preso por não cooperar com a policia? 

 O homem pestanejou um pouco antes de abrir mão do seu caro aparelho eletrônico.

 –Tome – Ele entregou-lhe o aparelho, com a cara fechada e ar de inferioridade evidente.

 –Obrigada.

 Com o celular em mãos e um carro novinho, Teresa seguiu seu caminho até a casa do Patrick, não muito longe dali. No caminho porém, ela usou do celular para telefonar para ele. Ela precisava ter certeza que não era tarde demais.

 –Jane...? – Sua voz saiu baixinha e levemente rouca. 

Estava prestes a chorar, algo que não gostaria de fazer em uma situação como essa.

 –Lis...Lisbon – Gaguejou levemente.

 –Jane! Meu Deus, você está bem! – Ela sorriu, deixando uma lagrima cair sobre sua roupa – Por favor, não faça isso. Não faça isso sem mim. Quero estar ai contigo, quero te ajudar...

 –Me desculpe, Lisbon. Achei que eu já tinha sido claro. Não posso permitir que participe disso. Perigoso demais. Você sabe disso. 

–Eu estou implorando para você, você está em perigo, Jane. – Aumentou o tom de voz, tentando conquistar alguma autoridade que ainda lhe restava. –Está tudo bem, vai ficar tudo bem... 

 –Jane, não, não vai ficar... Jane, por favor. 

 Patrick respirou fundo, passando a mão por dentre os fios loiros. Ele estava cedendo. E ele sabia que não podia. 

–Eu vou sentir a sua falta, Teresa. – Suspirou – Adeus. 

 –Jane?! Jane, não fa... 

 Patrick desligou o telefone, retirando em seguida sua bateria. Sabia que mais alguns segundos de conversa com a morena, ele acabaria cometendo o que ele julgava como “uma besteira”. Outra besteira. Patrick somente pensava no que o levou a sua antiga casa naquela noite. E ele não desejava perder mais alguém para aquele monstro. 

 ** 

 Lisbon dirigia a toda velocidade. Seu desespero para chegar na casa do consultor era sufocante. Quando finalmente chegou, estacionou o veiculo de qualquer jeito e praticamente pulou para fora do carro. Tentou abrir a maçaneta da porta principal, porém a mesma estava trancada. Olhou através das grandes janelas da moderna casa e nada viu além de escuridão e solidão.
Não havia nada nem ninguém na casa. Estava totalmente vazia. Persistente, atravessou as arvores e correu para o fundo do quintal. Lá, avistou outros três carros parados e um alivio percorreu o seu corpo. Estava tudo bem. Bem até demais. Quando Lisbon estava a metros de distancia do lugar que ela acreditava ser onde Jane e os suspeitos estavam, uma imensa onda de calor invade o lugar e quebra as janelas, fazendo que com o impacto, Lisbon voe para longe, sendo aparada por folhas secas e outras plantas que ali nasciam.


 **

 Teresa observava a casa de hospedes do Jane em chamas. Suas pernas estavam adormecidas e suas costas ardiam por conta do impacto. Os olhos lacrimejavam. Jane estava lá dentro. E ela não podia suportar isso. Então, antes que pudesse pensar em fazer alguma coisa, carros de policia estacionaram na frente dos destroços e ela rapidamente se levantou, ainda com o corpo dolorido.

 –Chamem os bombeiros e paramédicos, informem que há múltiplas casualidades e cerquem o perímetro. – Ordenou para um dos policiais, recuperando sua compostura. – E me dê sua lanterna, que eu vou entrar. Com a lanterna em mãos, ela adentrou ao ambiente. 

Obviamente, estava tudo muito quente e a dificuldade em respirar se agravava a cada minuto. Temerosa, desbravava a escuridão, procurando por algum sinal do Jane. Os minutos foram se passando. Nada de Jane. Até aquele momento. Então a lanterna iluminou algo que parecia um corpo estirado no chão, no meio dos destroços do que poderia ser um sofá. Imediatamente, Lisbon se jogou no chão e tocou o corpo desacordado, tentando identifica-lo. Seus olhos se encheram de lagrimas. Aquele corpo não era o de Jane, porém o de Ray. Ainda existia uma esperança para ela. 

 –Ray, Ray – Ela balançava sutilmente o corpo dele – Ray, você está vivo? 

 –Te... Teresa? – A voz saiu fraca e levemente rouca. – M... Me aju... 

 –Calma, calma, o socorro está vindo. – Tentou acalma-lo, com um tom de voz sereno e quase incomum vindo dela. 

Então ela olhou bem nos fundo dos olhos semicerrados dele. Ele seria a única pessoa que sabia o que tinha acontecido naquela casa e que provavelmente não iria sobreviver tanto tempo. Então, ela perguntou

 – Ray... Você sabe o que aconteceu com o Jane? 

 –J.... Jane. 

 –Sim sim, o Patrick. Sabe o que aconteceu com ele?

 –Re... Red John. –Red John? – Ela começou a ficar assustada – Red John pegou o Jane? 

 –Não. – Ele tossiu, respirando com dificuldade – Jane pegou o Red John. 

 Os olhos de Lisbon brilharam. Um sorriso tímido se abriu e ela estava irradiando felicidade. 

 –Finalmente – Ela murmurou baixinho, com a mão que antes tocava Ray, agora segurando seu crucifixo. – E onde ele está? Você sabe? Você viu? 

 –Jan... Jane fugiu. 

 O sorriso desapareceu. 

 –Como assim, ele fugiu? Ray respirou fundo antes de continuar. Lisbon ouviu aos passos dos médicos que corriam para dentro da casa.

 –E...Ele fugiu antes da casa expl... explodir. 

 Lisbon tampou a boca e se levantou. Jane estava bem. Era uma questão de tempo até ele fazer contato com ela. Ela sabia que o Jane nunca a deixaria. Ela só precisaria esperar. 

 –Moça, moça, licença – Um dos paramédicos pediu, tentando chegar até o lugar onde Ray estava.

 Teresa se retirou da casa, seguindo até uma das ambulâncias lá estacionadas, para ser levada ao hospital mais próximo. Suas costas ainda doíam por conta da explosão e ela queria ter certeza que estava tudo bem. Ao chegar ao hospital, acabou dormindo após a realização de alguns exames como os de sangue. O dia tinha sido intenso demais e o repouso levou horas de o que parecia um sono interminável, porém reconfortante. 

 ** 

 Na manhã seguinte, ela acordou com Grace, sua fiel amiga, sentada na poltrona ao seu lado. Seu rosto estava meio abatido e as olheiras mostravam que ela estivera a noite toda acordada. 

 –Van Pelt?! – Teresa não conseguiu esconder a surpresa em vê-la. 

Não era o Jane, como ela havia pensado. Mas pelo menos era alguém conhecido. 

 –Oh, chefe! Finalmente você acordou. – Grace se aproximou, pegando na mão da agente – Precisamos falar tanto com você. 

 –Precisamos?

 –Sim. Eu, Rigsby e o Cho. Temos que falar urgente com você.

 Lisbon estava ficando com medo. Grace parecia preocupada e ela podia jurar que seus olhos cansados, estiveram chorando há pouco tempo atrás

. –O que aconteceu?

 –Bom... – A ruiva se sentou na beirada da cama da chefe – O xerife era o Red John. Patrick o matou com uma facada no peito. O corpo dele foi encontrado no quintal de trás da casa do Jane. Provavelmente, ele estava tentando fugir do Patrick

. –Ok... Mas o que tem de tão urgente nisso?! 

 –Calma... – Ela suspirou – Bom, o único que conseguiu sair dali vivo foi o Ray, que está na UTI e o Patrick...

 –Ray me contou que ele tinha fugido. Não o encontraram ainda? 

 –Não. Nenhum sinal dele. Ele também não tentou contato com nenhum de nós três. 

 –Estranho... – Ela abaixou a cabeça, pensativa. Onde estaria o Jane? 

 –Talvez ele esteja se escondendo da FBI. 

 –FBI? 

 –Sim. A FBI está atrás dele. Ele é acusado de matar o Tom.

 Lisbon riu. 

 –Ele é acusado de matar um assassino em série? Está brincando? 

 –Você sabe que a FBI queria o caso. Eles vão punir o Jane por se meter em algo que não era dele. 

 –Não sei como a FBI não fez nada contra nós ainda... 

 Grace virou o rosto para o lado, mordendo os lábios sutilmente. Quando os olhos de Teresa se encontraram com os da ruiva, ela sentiu um arrepio no corpo. 

 –Eles fizeram... – Murmurou. 

 –O que eles fizeram? 

 –Eles... Eles nos demitiram. Disseram que nós não podemos ficar na CBI, pois não somos confiáveis. Tudo por causa do Jane. 

 Lisbon arregalou os olhos. Não estava acreditando nisso. Tinha perdido o emprego por causa de uma idiotice. Jane havia feito o certo matando o Red John. Ela não acreditava que aquilo poderia estar acontecendo. 

 –Eles não podem fazer isso. – Foi a única coisa que saiu de sua boca. 

 –Eles podem... E já fizeram. Não somos mais da CBI.

 –Não pode... Não pode ser... – Teresa começou a se desesperar. – Eu não posso ter perdido o meu emprego, por causa de uma besteira dessas... 

 –Mas perdemos... – Grace lamentou, com o ar triste. 

 Lisbon olhou para o teto e começou a pensar. Se a FBI estava atrás do Jane, então ele não iria voltar tão cedo. O que era muito ruim para ela. De alguma forma, ela precisava contatar ele. Precisava dizer o que estava acontecendo e que precisava dele.

 –Grace, me empresta seu celular. – Ordenou, olhando fixo para os olhos da agente Junior. 

 –Está bem. – Ela entregou o celular com um pouco de receio.

 Lisbon rapidamente discou o numero de Jane. Chamou, chamou e chamou, até cair na caixa postal.

 “Jane nem deve estar nos estados unidos mais” – Ela pensou. Lisbon entregou o celular para Grace. 

 –Te espero lá fora, chefe – Ela disse, se retirando tristemente. Suspirando, Teresa pensou nos momentos que teve com Patrick. Ela não acreditava no quão idiota foi. Tão estúpida, isso foi apenas uma distração ridícula! Lisbon olhou para pulseira em seu pulso, a retirando e colocando-a na jaqueta. 

 "Eu vou te esquecer, Jane! Nem que seja a última coisa que eu faço." com isso em mente Lisbon se levantou e meio bamba, saiu do quarto para seguir um futuro incerto. Continua

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